Os dias se passaram e depois da minha primeira consulta com a doutora Ariane, eu fui até um psiquiatra, que me diagnosticou depressão. Isso pra mim foi um choque, mas já para as pessoas a minha volta não, eles já sabiam, só precisavam de uma confirmação. Que veio.
O psiquiatra me receitou alguns remédios antidepressivos para o auxílio do tratamento psicológico. Eu deveria tomar os remédio durante 6 meses, caso eu progredisse na extinção da minha depressão.
Eu visitaria a psicóloga uma ou duas vezes por semana.
A Ariane me recomendou que eu voltasse a fazer exercícios e eu decidi voltar pra academia, sugeriu também que eu voltasse a comer bem, eu fui até uma nutricionista e estou seguindo as suas recomendações, e por fim ela propôs que eu tirasse pelo menos um dia da semana pra ficar com meu marido e é exatamente o que vou fazer.
Hoje, terça-feira é o dia que eu resolvi tirar pra passar com o Luan. Ele chegou ontem de viajem, ao me ver recebe-lo com um beijo gostoso, ele ficou super animado pro nosso dia de hoje.
Termino meu banho e saío do banheiro. Encontro o Luan sentado na cama sem camisa.
Que eu me lembre essa é a primeira vez que eu consigo ver meu marido como homem e sinto vontade de fazer amor com ele, porém ainda tenho medo e o medo me impede de muitas coisas.
-vai tomar banho-peço sem olhar pra ele
-estou indo-se levanta e vai em direção ao banheiro
Me dirijo até o closet e me arrumo. Coloco uma calça jeans alta, um cropped, calço uma sapatilha e deixo meus cabelos soltos.
Passei apenas um perfume, peguei minha bolsa e desci.
-tem certeza que não vai te atrapalhar?-pergunto pra Bruna que vai ficar com a Madu
-tenho sim, vocês precisam de um tempo, espero que se divirtam-ela diz animada-quero minha amiga de volta
-prometo que vou melhorar minha espiã-falo e vejo seus olhos brilharem, faz tempo que eu não á chamo pelo apelido que criamos
-te amo Pandinha, eu só quero o seu bem, sempre-alisa meu rosto e eu a abraço e lado
Passo todas as recomendações sobre a Madu e espero o Luan descer, coisa que demorou um pouco.
-pensei que tinha desistido-falo sem graça e ele sorri negando
-eu jamais faria isso, vamos?-me chama e eu olho pra Bruna
-pode ir em paz, qualquer coisa eu te ligo-pisca e eu concordo
-obrigada, voltamos logo ta?
-sem pressa, fiquem o tempo que precisarem-ela dá de ombros e eu faço mesmo
Saío de casa com medo do Luan tentar algo comigo, eu não sei o que fazer, como corresponder ou como agir.
Seguimos de casa pela cidade e quando o Luan para, vejo que estamos em frente ao Paris 6. Assim como o Luan eu amo esse restaurante e confesso que é um bom lugar pra namorar.
Meu marido desce do carro, dá a volta, abre a porta pra mim e me estende a mão, me ajudando a descer.
Entramos no restaurante com a ajuda de um segurança, não tem muita gente ali, porém as pessoas nos olham e reconhecem o Luan.
Somos guiados até uma mesa bem reservada. Luan se senta em um dos lados da mesa e me dá espaço para sentar a sua frente, mas não o faço. Escorrego para o seu lado e me encaixo em seus braços.
-ta com frio?-ele pergunta ao me ver arrepiada
-é o ar-dou desculpa, mas na verdade o motivo é ele
-já você acostuma-passa as mãos de leve em meu braço
Um garçom se aproxima e nos entrega o cardápio.
-quero um suco de laranja, não posso beber bebida alcóolica
-dois sucos de laranja por favor, depois faremos o pedido-ele pedi e o garçom sai
-pode beber, eu não ligo-aviso
-não precisamos beber pra se divertir
-tem certeza?-olho pra ele de baixo e ele concorda
-só de estar aqui com você já valeu, não preciso de mais nada-beija meu rosto levemente e eu apenas sorrio
-obrigada por ter tanta paciência comigo-agradeço
-se fosse ao contrário não seria diferente, eu sei que isso foram consequências, mas que você vai melhorar logo
-com toda essa ajuda e com todo esse amor, eu não tenho dúvidas disso-sorrio e ele também
-tudo o que eu espero de você nesse momento é que não duvide de mim, eu vou continuar aqui, mesmo que você me mande embora, mesmo que você me implore pra ir, eu não vou sair do seu lado
-eu não quero que você vá embora, nunca, mesmo que eu peça, não vá, jamais-apertei ele em um abraço
O nosso suco chega e interrompe o nosso momento. Me solto e pego meu suco já tomando um gole, o Luan faz o mesmo.
-eu tenho uma surpresa pra você-sussurra em meu ouvido e sinto meu corpo corresponder aos seus toques
-o que é?-pergunto me virando pra olha-lo
-se eu te contar deixa de ser surpresa-sorri pra mim e aperta minha bochecha-me conta um pouco como foi essas primeiras semana de terapia com a psicóloga-ele pedi e faço careta
Começo a contar sobre as minhas consultas, algumas coisas fazem ele sorrir, outras fazem ele fazer careta.
Falo por bastante tempo. Depois de um tempo entramos no assunto natal. Foi a vez dele falar bastante. Começa a fazer planos e planos pra gente. Ele havia pensado da gente passar o natal sozinhos já que eu estou nessa fase e não gosto muito de várias pessoas a minha volta, porém eu seria muito injusta com ele impedindo o mesmo de passar o natal com a família dele que também é a minha.
-não quero fugir do tradicional-aviso-eu quero que façamos como todo ano você faz, que é passar o natal com a sua família, eu jamais tiraria isso de você-dou de ombros
-a gente ta construindo a nossa família, eu preciso pensar no que é melhor pra gente em conjunto e não apenas em mim-tomba a cabeça de lado
-te prometo que estou bem e que vai ser maravilhoso passar o natal lá com a sua família e com a minha, já que é sempre assim-dou de ombros
-tem certeza?
-absoluta-confirmo
Chamamos o garçom minutos depois, olho todo o cardápio e faço meu pedido.
-quero um Grand Parmeggiana à “RODRIGO FARO”-escolho o prato do meu patrão
-eu quero um Gnocchi de Brie Et Crevettes à “BRUNO GISSONI”-diz fechando o cardápio
-um vinho para acompanhar?-o moço pergunta e o Luan nega de cara
-trás dois sucos de uva-pede e eu fico sem graça, quem vai jantar e pedi suco de uva pra acompanhar? Só eu mesmo
-tudo bem, daqui alguns minutos trago o pedido de vocês-diz simpático
-obrigada-Luan agradece e ele sai
-tem certeza sobre o vinho?-pergunto e ele me olha feio
-certeza absoluta
-tudo bem então, vamos beber suco
Pego em sua mão e começo a brincar com sua aliança.
-lembra desse dia?-pergunta
-sim-concordo
-estávamos tão feliz, aliás eu continuo feliz só de saber que estamos juntos, fora que estamos tendo o nosso primeiro problema em família, quando tudo isso acabar vamos rir disso tudo e você não vai acreditar que ficou dessa forma que estava, por tanto tempo-diz sorrindo
-assim espero-suspiro
-você se lembra qual música entrou na igreja?-pergunta testando minha inteligência em relação ao nosso casamento
-Sinal De Amor, a nossa música
-um sorriso que invade o rosto e deixa a gente bobo é sinal de amor-ele canta
-alguém que nos faça tremer, alguém que tenha algum poder de nós fazer mudar, fazer crescer-continuo
-se é amor de verdade a gente perde o jeito, coração parece nem caber no peito, pensamento voa igual cabelo ao vento lembro o jeito dela explode sentimento-ele continua
-amor não tem hora não importa idade, não exige nada só felicidade, olhar verdadeiro, abraço carinhoso, sonhar na janela seu beijo gostoso-a gente canta essa parte junta
A nossa conexão é muito forte, nossa vida não é nada, tudo é frágil de mais e pode ser que tudo se acabe rápido, então porque não acreditar né? Por que não viver?
Puxo o Luan pela nuca e início um beijo, não é pra chamar a atenção ou algo do tipo, apenas sinto vontade. Ele retribui na mesma intensidade, os nossos corpos fervem, minha mão que estava em sua nuca agora sobe pelo seu pescoço e se infiltra em seu cabelo. Nossas línguas dançam como se fosse um clássico musical da disney.
Ele me aperta contra ele, tão forte que não sei explicar. Comando o meu corpo para ir pra mais perto ainda.
Acelero o beijo totalmente e me deixo levar pelo momento, cruzo minhas pernas com as dele e me embaraço ali. Não tem coisa melhor do que sentir um pouco de amor.
Sei que não estamos em um lugar apropriado para esse tipo de beijo, mas não consigo parar e nem encontro um ponto que me faça cessar o momento.
Meu raciocínio agi rápido assim que sinto um flash contra a gente. Diminuo totalmente o ritmo do nosso beijo e aos poucos fomos parando.
-se for sonho, não me acorde eu preciso flutuar, pois só quem sonha consegue alcançar-ele canta de olhos fechados e eu solto uma gargalhada baixa
-não é sonho não-beijo sua bochecha
Seus olhos se abrem e nossos olhares se cruzam. Seus olhos assim como os meus estão transbordando luxúria. Talvez é isso que eu precise. Me entregar sem medo do amanhã.
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♥️♥️♥️
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